Gordura que emagrece. CLA (ácido linoleico conjugado)

Por que a carne é vermelha?

Os principais pigmentos responsáveis pela cor da carne são a hemoglobina e a mioglobina.

A mioglobina e a hemoglobina são formadas em sua maior parte por proteínas: a mioglobina é o pigmento muscular que retém o oxigênio nos tecidos e a hemoglobina é o pigmento sangüíneo responsável pelo transporte de O² na corrente sangüínea.
A cor da carne indica a concentração de mioglobina e seu estado de oxigenação ou oxidação na superfície do músculo. A quantidade de mioglobina varia com a espécie, sexo, idade, localização anatômica do músculo, atividade física, pelo tipo de fibra muscular bem como pelo nível de sangria do animal no abate.
Ao cortarmos a carne proveniente de um bovino recém abatido observamos a cor vermelho púrpura, devido principalmente à MIOGLOBINA.


Quando a carne fica em contato com o ar, os pigmentos reagem com o oxigênio molecular e formam um pigmento relativamente estável denominado OXIMIOGLOBINA. Este pigmento é responsável pela cor vermelha brilhante que proporciona um aspecto atraente para o consumidor. A oximioglobina se forma em 30-40 minutos de exposição ao ar e esta reação é denominada oxigenação, que ocorre rapidamente porque a mioglobina tem grande afinidade pelo oxigênio.


A desoxigenação da oximioglobina resulta na mioglobia reduzida que é muito instável. As condições que causam desoxigenação também são responsáveis pela oxidação formando a METAMIOGLOBINA, de coloração marrom, indesejável.


Pela presença de bactérias pode ocorrer a descoloração bacteriana, surgindo pigmentos de cor verde, como a sulfomioglobina devido ao desenvolvimento de bactérias produtoras de H2S (Pseudomonas mephitica).


Renata Ramalho

Consumir menos carne não reduz aquecimento global

De acordo com Frank Mitloehmer, especialista em qualidade do ar pela Universidade da Califórnia em Davis, comer menos carne não reduzirá o aquecimento global, tal como estão prevendo inúmeras organizações e pessoas famosas, como o ex-Beatle Paul McCartney. Mitloehner afirmou que efetivamente se pode reduzir a produção de gases para o meio ambiente, porém não há necessidade de se consumir menos carne ou leite.


No que se refere a afirmações de Paul McCartney, o especialista rebate: McCartney jamais teve boas intenções e muito menos conhecimento sobre as atividades humanas, digestão animal, produção de alimento e a química atmosférica”.

No estudo realizado, Mitloehner discorda e desmente teorias, como o estudo realizado pela Organização das Nações Unidas em 2006, em que se afirma que cerca de 20% dos gases de efeito estufa são provenientes do gado. “Produzir menos carne e leite trará mais fome aos países pobres”.

Renata Ramalho


Fonte: Agência de Notícias AFP

Os verdadeiros culpados


Reportagem exibida no Jornal Nacional, no dia 13/08/2010.

Reportagem mostra os verdadeiros causadores das doenças coronarianas, ao falar sobre o aumento da incidência de infartos nas mulheres. Em nenhum momento se fala sobre a carne bovina!!!

Bolo de carne

Receita pra comer à vontade, sem medo de engordar.

1/2 Kg de carne moída magra
1colher de chá de sal
3 fatias de pão integral
2 colheres de chá de molho inglês
1/2 copo de leite desnatado
3 colheres de pimenta vermelha
alho
cebola
pimenta do reino

Prepar:
Misturar primeiramente as fatias de pão ao 1/2 copo de leite desnatado. Depois misturar todos os ingredientes e colocar em forma. Leve ao forno por uma hora.

Fonte :
Emagrecer é viver. Dr. Jorge Stefano. Editora: MMRio Comunicação Ltda. 3ª edição

Quais cortes de carne são considerados magros?

Os cortes de carne magra, que não requerem remoção de gordura pelo consumidor são: patinho, músculo, miolo da paleta, peixinho, coxão mole.

Cortes que após a remoção da gordura visível (subcutânea e intermuscular) resultam em carne magra: contrafilé, acém, pescoço (vendido como lombo pelos açougueiros), lagarto, maminha, miolo de alcatra, fraldinha.
Cortes que apesar de terem gordura entremeada, ficam com menos de 10% de lipídios após a remoção da gordura externa: picanha e coxão duro.

Cortes com mais de 10% de lipídios, em gordura entremeada, impossível de remover-se fisicamente: peito, costela, cupim.

Renata Ramalho

Fonte:
SIC - Serviço de Informação ao Consumidor

Boi rastreado - o boi "legal"


Reportagem da Globo News de 09/08/2010


O consumidor pode se sentir seguro quanto a qualidade da carne, porque pode conhecer a sua origem. Pode se assegurar de foram cumpridas as normas para o bem-estar-animal e dos trabalhadores envolvidos no processo produtivo. A carne rastreada também tranquiliza o consumidor quanto a produção que não agride o meio ambiente. É a carne socialmente justa, ecologicamente segura, socialmente correta!

Renata Ramalho

Benefícios da carne bovina

Na opinião popular, as gorduras de origem animal são a principal causa do aumento das doenças cardiovasculares. Parte deste conceito é decorrente de informações distorcidas e exageradas por parte da imprensa, que insiste em perseguir a carne bovina, por parte até mesmo de profissionais desinformados e desatualizados ligados à área da saúde.

De fato, o consumo excessivo de gordura, TANTO DE ORIGEM ANIMAL QUANTO VEGETAL, é um fator de risco para o aparecimento de doenças coronarianas, assim como o fumo, sedentarismo, obesidade, diabetes, pressão alta, altos níveis de colesterol total e LDL-colesterol (lipoproteínas de baixa densidade) e baixos níveis de HDL-colesterol (lipoproteínas de alta densidade) e a associação de um ou mais desses itens. Existem também os fatores de risco que não podemos controlar, que são a idade e a predisposição genética. Então, não podemos responsabilizar apenas o consumo de gordura animal como o causador das doenças cardiovasculares.

O organismo depende de uma alimentação balanceada para seu perfeito funcionamento, porque não existe alimento que contenha todos os nutrientes em quantidade e qualidade necessárias à manutenção da saúde e da atividade diária. A carne bovina, com grande quantidade de nutrientes, com alta disponibilidade e baixo valor calórico, deve fazer parte de uma alimentação equilibrada.

Valle (2000) ressalta que “a carne vermelha é rica em proteínas de alta qualidade, ácidos graxos essenciais, vitaminas do complexo B (tiamina, riboflavina, niacina, biotina, ácido pantotênico, folacina, vitaminas B6 e B12) e minerais como ferro, zinco e fósforo. Todos os nutrientes contidos na carne bovina são de primordial importância na alimentação, destacando-se o ferro. Na carne bovina, o ferro é encontrado na forma heme, de mais fácil absorção pelo organismo humano do que o ferro não heme, disponível nos vegetais, cereais, frutas e ovos. No entanto, por ignorância ou sensacionalismo, informações sobre as carnes vermelhas têm sido veiculadas de forma distorcida e sem o devido respaldo científico. A RESTRIÇÃO DE SEU CONSUMO É MUITO MAIS PREJUDICIAL À SAÚDE HUMANA DO QUE UM CONSUMO MODERADO DESTE OU DE QUALQUER OUTRO ALIMENTO”.

O ácido linoléico conjugado (CLA) é um ácido graxo encontrado apenas em produtos animais, e em maior quantidade nos produtos de ruminantes. O CLA tem se mostrado como anticarcinogênico, antiarterosclerose, antitrombótico, hipocolesterolêmico e imunoestimulatório, atuando no aumento da massa muscular, reduzindo a gordura corporal e prevenindo a diabetes.

A carne bovina é uma excelente fonte de ferro. O ferro é um mineral essencial para diversas funções do organismo. Além de dar suporte ao sistema imunológico, ele forma parte da hemoglobina dos glóbulos vermelhos, responsável pelo transporte de oxigênio no corpo. Este oxigênio é usado para liberar energia do alimento, energia esta utilizada para crescimento, respiração, movimento e demais funções do organismo.

A carne bovina, comparada às demais carnes e a outros produtos de origem animal ou vegetal, tem as maiores concentrações de zinco, com exceção das ostras que possuem altos níveis deste mineral. Este mineral desempenha funções importantes no sistema imunológico.

Juliana Santin destaca as propriedades da vitamina B12 (cobalamina), que é encontrada somente em produtos animais e é necessária para a síntese de DNA, o componente que contém os genes das células. Esta vitamina também ajuda na manutenção dos tecidos nervosos e na formação normal do sangue. Indivíduos com deficiência de vitamina B12 apresentam distúrbios neurológicos. O teor de vitamina B12 na carne bovina é o mais elevado de todas as carnes, ao redor de 2,8 microgramas/100 gramas. São necessárias 8,4 porções (100 gramas) de carne branca de aves ou 5,1 porções (100 gramas) de lombo suíno para proporcionar a mesma quantidade de vitamina B12 disponível em uma porção (100 gramas) de carne bovina (21).

Então, coma sem culpa. Se não for pelo CLA, pelo ferro, zinco ou pela vitamina B12, que seja pelo SABOR da carne vermelha!

Renata Ramalho

Fontes consultadas:

LOBATO, J.F.P.; FREITAS, A.K.; Carne Bovina: Mitos e Verdades. Pecuária Competitiva, FEDERACIT, 2006. 128p.

VALLE, E.R. Mitos e realidades sobre o consumo de carne bovina. Embrapa Gado de Corte. Documentos. 2000, 33p.

Vitamina b12 e cognição em idosos. Disponível em: http://www.beefpoint.com.br/vitamina-b12-e-cognicao-em-idosos-parte-12_noticia_63717_15_116_.aspx