Deus criou a Zootecnia!

Segundo o pai da zootecnia no Brasil, Otávio Domingues, a zootecnia nasceu em 1848, no “Instituto Versailles”, na França. Mas na verdade, a zootecnia nasceu logo após a criação do homem, não por decisão dos homens, sem legislação, sem um conselho de classe, mas por ordenança Divina.
           
   Deus os abençoou, e lhes disse: “Sejam férteis e multipliquem-se! Encham e sujeitem a terra! Dominem sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu e sobre todos os animais que se movem pela terra”. (Gen 1, 28)

            Dominar os animais. Esta foi a segunda ordem dada por Deus  aos homens. A primeira foi crescer e multiplicar. E como esta primeira ordem implicava em maior demanda por alimentos, logo Deus deve ter imaginado que apenas com as frutas, legumes e cereais não conseguiríamos alimentar tanta gente.
            Foi assim que nasceu a zootecnia.
           O primeiro zootecnista, Abel – o pastor de ovelhas, tinha o coração que agradava a Deus, até causou ciúmes em seu irmão Caim (Gen 4, 4-5). O coração de Abel deve ter sido moldado com o contato diário com os animais, porque isso faz tão bem...
            Dominar, no sentido bíblico, não significa subjugar. Muito longe disso. A Palavra diz que o povo se alegra quando o justo governa (Prov 29,2). O nosso governo sobre os animais deve ser justo, com respeito às espécies que nos foram confiadas pelo próprio Criador. Extraindo delas o melhor, para nossa própria espécie.
  

Filosofando com Homer Simpson





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Fonte: www.inorbt.com


Bovinos Wagyu

Wagyu é uma palavra japonesa (´Wa´ = Japonês ou estilo japonês e gyu = gado) que se utiliza para designar todos os bovinos de corte japonês. O gado Wagyu de coloração preta compreende as linhagens Tottori, Tajima, Shimane, e Okayama. Porém as duas principais linhagens desenvolvidas e encontradas atualmente são a Tajima e Tottori. 



O gado Tajima foi desenvolvido na região de Tajima, onde passaram por processo de seleção e cruzamento com a finalidade de desenvolver os quartos dianteiros para serem utilizados como animais de tração nas lavouras arrozeiras. O gado de Tottori é proveniente da região de Tottori e foi selecionado por seu tamanho e pela força de sua linha de dorso já que eram muito utilizados como animais de carga para o transporte de grãos.
A empresa Yakult foi a responsável pelas primeiras importações da raça pelo Brasil, no ano de 1992. Hoje, a Associação Brasileira de Criadores de bovinos da raça Wagyu é responsável pelo registro dos animais nascidos no Brasil.


O grande valor destes animais está no elevado grau de marmoreio (gordura intramuscular, entremeada) e extrema maciez. É destes animais o famoso Kobe Beef (bife de Kobe), que é reconhecida como a carne mais nobre do mundo. Isto ocorre porque esses animais têm uma grande habilidade de depositar gordura entre as fibras musculares (marmoreio). Porém, essa gordura é saudável e até desejável, não só pela maciez que confere à carne, mas pela maior concentração de ácidos graxos insaturados que elevam a concentração de HDL (Lipoproteína de alta densidade, responsável pelo controle dos níveis séricos de colesterol) em relação à concentração de ácidos graxos saturados, ao contrario das raças de bovinos de origem Européias.
Além de grande capacidade natural desse animal em depositar ácidos graxos insaturados, o manejo alimentar, com rações minuciosamente balanceadas, favorece essa habilidade. 
Alguns dos animais que chegaram ao Brasil foram cruzados com gado nelore e os bezerros frutos desse cruzamento tem tratamento “5 estrelas” para favorecer a característica genética de acúmulo de gordura entremeada: dieta especial, à base de cevada, e massagens diárias para espalhar a gordura. Alguns criadores usam ainda música clássica, acupuntura e tapetes térmicos.
 “Todo esforço pelo marmoreio.”


Fontes:

Associação Brasileira de Criadores de bovinos da raça Wagyu http://www.wagyu.org.br/
http://www.portaldoagronegocio.com.br


Campanha de Tortas de carne




Uma marca australiana lançou uma divertida propaganda para suas tortas de carne, baseada no conceito de que suas tortas eram feitas com carne magra. A propaganda conta com vovós com corpos esculturais.
Confira também o vídeo do comercial.



Assista também uma campanha americana de incentivo ao consumo de carne vermelha pelos idosos.
http://carnenossa.blogspot.com/2010/10/de-carne-vermelha-aos-idosos.html

Fonte:
http://www.ypsilon2.com


Carne moída.




É econômica e dá pra “versatilizar” muito na cozinha: hambúrguer, almôndegas, molhos à bolonhesa, recheios e quanto mais a imaginação permitir. O músculo, por exemplo, pode ser moído e congelado em forma de bolinhas, depois é só descongelar uma bolinha por dia para fazer papinhas para bebê.

Dá para moer: Patinho, coxão mole, coxão duro, músculo, acém paleta.

O ideal seria moer na hora, na frente do consumidor, pra se ter certeza de qual corte  está sendo moído e de que o produto é fresco. A carne moída tem maior superfície de contato com o ar e está mais sujeita a ataques bacterianos.

Guia do bom corte



István Wessel, especialista em carnes, ensina como preparar um bom corte de carne.


Suculência

A suculência da carne está relacionada com fatores como o cozimento, o teor de gordura e o processo de resfriamento.

Segundo alguns autores a perda de suco durante a cocção é proporcional à falta de suculência da carne ao paladar.

A suculência depende da sensação de umidade nos primeiros movimentos mastigatórios, ou seja, da liberação de líquidos pela carne. Uma sensação de suculência é mantida pelo teor de gordura na carne que estimula a salivação e lubrifica o bolo mastigatório.

A carne de animais jovens costuma ser suculenta no início, mas, pela falta de gordura, torna-se seca ao final do processo de mastigação.


Carne maturada

A maturação da carne é um processo enzimático natural de amaciamento da carne em condições de temperatura controlada (acima do ponto de congelamento), que inicia após o rigor mortis (rigor cadavérico - estado de extrema contração muscular que atinge seu ponto máximo cerca de 15 horas após o abate) . O tempo de maturação pode variar de 7 a 22 dias após o abate, de acordo com o corte e o resultado pretendido. No Brasil, não se costuma maturar a carne além de 15 dias.

O objetivo da maturação é melhorar o sabor, a suculência, o odor e, sobretudo, a maciez da carne.

Durante o processo a carne deve ser embalada a vácuo, para retardar o crescimento de bactérias aeróbicas putrefativas e favorecer o crescimento das bactérias láticas, que, por sua vez, produzem substâncias antimicrobianas.

As enzimas responsáveis pelo processo de amaciamento são enzimas endógenas, já estão presentes na carne do animal. As principais enzimas são as calpaínas e as catepsinas, capazes de hidrolisar as proteínas miofibrilares.

Já a enzima calpastatina inibe a ação das calpaínas. Animais com altas concentrações desta enzima possuem a carne menos macia, como é o caso dos zebuínos.

Hoje existem exames laboratoriais capazes de detectar a presença dos genes que irão codificar a produção destas enzimas, os marcadores moleculares. Estes exames auxiliam na seleção animal.

O RIISPOA (Regulamento da Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem Animal), só admite que se chame de carne, o produto que tenha passado pelo processo de maturação: “Carne de açougue são as massas musculares MATURADAS e demais tecidos que as acompanham, incluindo ou não a base óssea correspondente, procedentes de animais abatidos sob inspeção veterinária”.

Ou seja, pelo RIISPOA não se considera como carne, o que a maioria da população consome. Porque, convenhamos, o preço da carne maturada, é um tanto quanto “salgadinho”. O que não poderia ser diferente, já que para a produção deste tipo de carne, é necessário que o frigorífico disponibilize câmaras frias durante dias. Isso encarece o processo.

Mas, existem outros conceitos de carne, a um preço mais acessível...

“Carnes = todos os tecidos comestíveis dos animais de açougue, englobando músculos, com ou sem base óssea, gorduras e vísceras, podendo os mesmos ser in natura ou processados” (EMBRAPA).

O mais importante é que a carne fique resfriada por no mínimo 24 horas, para a resolução do rigor mortis.